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quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Segurança do bebê. O que fazer?

Temos passado por dias aflitivos aqui no Rio de Janeiro, uma guerra civil que não tem tempo pra acabar. Tenho medo de sair com a Ana pra longe. Dirigir sozinha com ela, pra outras cidades, nem pensar.
Apesar de morar numa cidade pequena litorânea (que aparentemente está tranquila), minha vida está na cidade do Rio de Janeiro. Preciso renovar minha licença, morro de saudade dos meus pais, meus irmãos e amigos, mas não tenho coragem.
Antes dessa guerra civil, a violência no Rio é fato, fico o tempo todo pensando como faria numa situação de socorro. Como meu carro só tem duas portas, se eu estiver sozinha, teria que levantar o banco, tirar cinto, tirar bebê correndo. Mas como sempre vou ao Rio ou cidades vizinhas com companhia, explico exaustivamente o que tem que ser feito: aperta os botõezinhos vermelhos, solta os cintos, tira o bebê. Não explico a situação em que deve ser feito isso, mas a companhia sabe o que quero dizer.
Um dia desses, estavamos eu, Antonio e Ana no meu colo numa loja, aqui em Maricá, que fica dentro de uma galeria. De repente, ouvimos um grito masculino e pessoas correndo pelo corredor da galeria. Gelei, senti-me impotente, preparei-me pra me enfiar embaixo do balcão da loja, esperando o que viria. Bom, foi um homem que passou mal, caiu no chão e as pessoas, não sei porque, saíram correndo, ao invés de socorrê-lo.
Sempre fui destemida, saía com o carro pra todos os lugares sem muito medo. Agora, não consigo, penso dez vezes antes de sair com a Ana, porque sou responsável por ela, uma vida fora de mim. Tenho que dar conta da minha vida e de outra que, não suportaria ver correndo nenhum tipo de perigo.
Pretendo não sair tão cedo da cidade. Para renovar a licença no Rio, deixarei a Ana em casa, com bastante leite na mamadeira e vou de ônibus. Espero que daqui a duas semanas as coisas se pacifiquem, se é que isso é possível.
 
A Túnica da Ana