domingo, 4 de julho de 2010

Primeiros dias



Nesses primeiros dias, estamos nos conhecendo. Estou aprendendo com ela e ela, comigo. Principalmente na amamentação. A tal pegada é difícil de primeira, então, vamos tentando a cada mamada. Aliás, ela mama muuuuito, de escorrer leite pela boca.
Ela dorme bem o dia todo. Acorda pra mamar e dorme. Mas de madrugada...ai, ai, ai...
Estou tendo que mudar meu ritmo pra acompanhá-la, pelo menos nesse início. Procuro dormir na hora que ela dorme, o problema é que não consigo dormir durante o dia. Ou seja, estou sem dormir direito desde o dia do nascimento dela.
Estou me esquematizando para ficar acordada de madrugada. Procuro assistir TV, navegar na internet, ler jornal, enquanto a amamento. Aliás, essa foi uma dica da pediatra que fiz o curso. A amamentação tem que ser um momento prazeroso, tanto para o bebê, como para a mãe. Pra mim, é complicado ficar acordada de madrugada, nunca tive esse hábito. Mas pela minha Aninha, eu faço.
Quanto ao banho, hoje demos o primeiro banho. Ficamos meio enrolados, o quarto ficou uma bagunça, mas deu tudo certo. Eu costumo falar para o Antonio que, pra quem já deu banho em gato selvagem, banho em recém nascido é mole.
Por enquanto, estou me saindo bem. Achava que não seria capaz de trocar uma fralda, dar um banho, vestir uma roupa, mas quando a gente se torna mãe, aprende tudo pela simples necessidade de cuidar e proteger a cria.
Postei algumas fotinhas. Ela já mudou um pouquinho, está menos inchada do que no primeiro dia.
Vou parar por aqui pra ver se consigo tirar um cochilo antes que ela acorde.

sábado, 3 de julho de 2010

O parto



Interessante eu relatar o parto. No penúltimo post eu estava meio triste sem ter noção de quando o meu bebê viria. E eu não podia imaginar que tudo aconteceria no dia seguinte.
No dia que eu cheguei da consulta (30/6), senti uma sensação diferente, algumas contrações 'falsas', mas tinha certeza que não iam dar em nada. Fiquei um tempo na internet e depois fui assistir um filme com Antonio, na TV. Eu sempre durmo no meio dos filmes, mas dessa vez, assisti inteiro e, como estava sem sono, deitei na cama e fiquei lendo uma revista. De repente, senti um estouro pequeno dentro da barriga, algo que nunca tinha sentido antes, e uma dor rápida. Pensei rápido: ou aconteceu alguma coisa com o bebê ou foi a bolsa. Falei com Antonio e ele falou pra que eu levantasse, porque era a bolsa. Não deu outra, quando levantei, a água escorreu. Deu um medinho, um frio na barriga do tipo 'chegou a hora'. Já era meia noite. Ligamos pra GO e ela pediu que fôssemos para o hospital. A plantonista me examinou e confirmou o rompimento da bolsa, mas a dilatação era pequena, apenas um. Eu não sentia nada demais, apenas uma dorzinha leve e pensei: beleza, vai ser mole. Fui internada e fiquei esperando a minha GO chegar. Ainda bem que Antonio e minha mãe ficaram comigo. Foi BRAAABO. Começaram as contrações verdadeiras, as tão famosas que a gente, marinheira de primeira viagem, desejosa pelo parto normal, fica esperando. Foi a pior dor que senti em minha vida. Eu não conseguia pensar que o bebê viria e que aquilo era algo natural. Eu só queria acabar com aquela dor e ir embora pra casa.
Depois de cinco horas, sofrendo muito, a GO chegou e eu implorei pra que ela me tirasse daquela situação. Dei vexame mesmo. A médica resolveu então, chamar a equipe dela e partir para a cesárea, segundo ela disse. Enquanto eu aguardava a equipe chegar, ela verificava minha dilatação. Quando cheguei a oito de dilatação, ela me levou para a sala de parto normal e disse: "Flavia, você está com oito de dilatação, acho desperdício fazer cesárea agora só porque você está com dor. Vamos te anestesiar e partir para o parto normal." Fiquei aliviada e a minha vontade era abraçar o anestesista, foi o melhor momento do parto, antes do nascimento da Ana.
Mais um pouquinho, o parto começou, devo ter feito umas cinco forças e ela nasceu.
Achei que nesse momento, do nascimento da minha filha, eu choraria, ficaria muito emocionada como sempre fico ao ver qualquer parto. Mas não. Fiquei anestesiada, só olhando pra ela. Acho que saí de mim. Nasceu gorducha e pequenininha.
O interessante é que eu tinha certeza que ela nasceria com a fisionomia do Antonio, a imaginava assim. Mas ela nasceu parecida comigo. Quando nasci, tinha essa carinha bolachuda, mas sem a cabeleira toda.
Acho que a minha ficha ainda não caiu por completo. Eu só estou muito, muito, muito feliz. É como se Deus me desse ela nos braços e dissesse: Toma, meu presente pra você. Cuida dela pra mim, até o fim dos seus dias.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Nasceu!

Venho informar que a coisa mais fofa da minha vida nasceu. Dia 1/ julho/ 2010, às 08:20, de parto normal, pesando 3 kg e 700g, com 49 cm.
Ainda estou no hospital, tenho alta amanhã. Depois venho relatar o dia especial.
 
A Túnica da Ana