sexta-feira, 6 de maio de 2011

Ser mãe da Ana

A cada dia que passa eu me sinto mais mãe da Ana. Quando ela nasceu, eu não senti muito essa coisa de amor à primeira vista. Um dia desses, estava assistindo pela milésima vez o vídeo do parto. Não canso de ver, fico tentando sentir as emoções novamente. Gostaria de voltar naquele dia pra sentir tudo em dobro e prestar atenção em alguns detalhes. Se não fosse o vídeo, não ia lembrar de muita coisa. Parecia que estava fora de mim. Como ainda parece. Volta e meia, paro, olho pra ela e penso: "Meu sonho se realizou, ela está aqui". E aí, tudo volta ao normal. É como se eu vivesse em outra órbita e de vez em quando, eu retorno à realidade. Parece que a ficha ainda não caiu.
Eu sempre quis ser mãe. Aliás, nasci pra isso. Sempre estive preparada, mais precisamente, aos 27 anos. Estranho isso, mas lembro que com essa idade, eu me senti pronta pra ser mãe. Mas não estava namorando, não pensava em casar, só sabia que a partir dali, eu poderia ser mãe. A gravidez veio quase dez anos depois. Nesses dez anos, tiveram momentos que eu achei que não seria uma mãe literalmente. Porque eu sempre me senti mãe. Mãe de um filho que não existia, mas que um dia iria existir. E por isso, eu me preparava, psicologicamente e fisicamente. Até plano de saúde, pensando numa futura gravidez, eu fiz. Teve uma época que eu não sabia se queria que meu filho nascesse. Queria protegê-lo desse mundo.
Acho que se a ficha tivesse caído na hora do parto, se eu tivesse chorado de emoção, eu encararia tudo no mundo real. Mas aindo me pego olhando embevecida pra Ana e pensando: "O rostinho sonhado pela minha vida toda". É muita felicidade.
As fotos foram tiradas num dos sempre momentos que passamos juntas. Sem retoques, as fotos estão como nossa vida de mãe e filha, com falhas, acertos e muito amor.


quinta-feira, 5 de maio de 2011

Algumas sobre a Ana

Algumas fotos da Ana, nos últimos dias:

Brincando no jumperoo. Ficou um tempo sem brincar, porque toda vez que a colocávamos, chorava. O que desesperou a mamãe, pois foi presente da vovó e não foi nada barato. Mas depois de um tempo, ela tomou gosto pelo brinquedo novamente. Ufa!


Pra mamãe cozinhar é um suplício. Ana quer ficar agarrada na mamãe o tempo todo. Enquanto eu picava alguns legumes, dei uma vagem pra ela se distrair. E olha o que ela fez, colocou a vagem na boca. Tive que fotografar, né.



Aninha com o papai. Todo mês, saímos para almoçar com a vovó e olhar a paisagem na Lagoa de Araçatiba. Um momento do papai orgulhoso com Ana, depois do almoço.



Ana brincando na sala. Eu tenho que olhar o tempo todo. Qualquer coisa ela põe na boca. Está cada vez mais desesperador. Um dia desses, enquanto eu trocava a fralda, ela pegou uma presilha de cabelo e enfiou toda na boca. Entrei em pânico. Abri a boca na marra e tirei lá de dentro. Hoje, ela abriu a caixa de pilha de um brinquedo (que estava sem o parafuso de segurança) e estava com a pilha na boca. Tira meus brincos com mais rapidez do que um batedor de carteira na Central.
Na foto, ela está num raro momento, brincando devidamente com um objeto seguro, seu peixinho de borracha. Até parece que sabia: "Mãe, bate a foto pra pensarem que eu sou uma menina comportada."



A hora do chimico desejado. É assim que chamamos o momento dela mamar. Nem tenho muito leite, mas ela adora ficar pendurada nas peitcholas da mãe. E ainda faz essa carinha, fica mamando e olhando pra mim. Eu consigo resistir?



Hora do lanche. Olha a expressão da figurinha.

domingo, 1 de maio de 2011

10 meses

E Ana chegou aos dois dígitos. Eu sempre imagino e vejo que bebês de 10 meses são quase de 1 ano, grandões, gorduchos, cheios de dentes. A Ana é miudinha, está com quatro dentinhos (dois em cima e dois embaixo, sendo que um está despontando agora). Percebi que ela deu uma leve engordada, vamos ver se nesse mês ela chega aos 8 kg.
Agora, ela já compreende mais o que falamos e o que está ao seu redor. Se reconhece no espelho. Fiz o teste de colocá-la de frente ao espelho e pôr um objeto em cima de sua cabeça, mas sem encostar; ela olhou pelo espelho e depois olhou pra cima, pra pegar o objeto. Ou seja, já sabe que é ela no reflexo.
Já falou MAMÃE bem claro, mas foi só uma vez e não sei se foi consciente.
Mas, o que me deixou cheia de mim foi quando ela passou a me abraçar pela manhã. Se eu a pego no colo e peço que faça um carinho na mamãe, ela prontamente passa as duas mãozinhas no meu rosto. Eu ganho o dia, a semana e o mês de felicidade. Mas não são só carinhos, levo muita dentada e tapas na cara. Mas já estou ensinando-a que não se bate no rosto da mamãe.
Ela já sabe que as coisas são escondidas e descobertas. Depois de mamar, eu escondo o chimico com a roupa, ela vai lá, tira a roupa e abocanha o chimico toda feliz.
Dorme no seu quarto sozinha, mas tem acordado muito a noite. Então, eu acabo levando-a para minha cama. Não estou ansiosa quanto a isso, porque acho que chegará um momento que vai passar.
Adora animais e plantas. O gosto pela flora é algo curioso. Desde muito novinha ela fica por muito tempo contemplando as folhas das árvores se movimentando com o vento. Quando a levamos perto de uma árvore ou planta para ela tocar, fica insegura, com medo.
Agora, os bichinhos, ela adora e não tem medo nenhum. Ontem, saiu esbofeteando a gata e a cachorrinha da minha mãe. Não acho engraçado, nem legal. Sei que ela é bebê não sabe o que está fazendo, mas já estou ensinando que não pode bater nos bichinhos, somente dar carinho.
Existe uma conexão entre ela e a Dorinha (minha gata que mora na casa da minha mãe). Dorinha deita-se ao lado dela, esperando um cafuné. Ana mete o dedo no olho e no ouvido da gata e ainda arranca os pelos da bichinha. Por isso, tenho que ficar de olho, para ensiná-la e evitar um ato de revolta da pobre felina.
Os cabelos estão cada vez mais cheios e mais difícieis de lavar e pentear.
Continua engatinhando e se apoiando de pé em qualquer lugar. Já dá alguns passinhos apoiada.
As fraldas estão um dilema. As G eu acho grande demais, as M estão cavadas. Estou pesquisando que fraldas M usar. Gostei muito da Bummies, boa e barata, não perde nada pra Pampers Supersec.
Ana, até agora, quase não perdeu roupas. Tirando os mijões e alguns bodies, ela ainda usa muita roupa de três, quatro meses atrás. A maioria dos vestidos que ela usou com 1, 2 meses de idade, ainda dão perfeitamente nela. Ficam mais curtos, mas abotoam muito bem.
Em relação a questão do peso e altura, já fez todos os exames pedidos pela pediatra. A consulta será dia 10 e eu estou ansiosa pra saber o diagnóstico dela.
Em relação a alimentação, não mudou muita coisa. A comida que está mais sólida e agora dou uma mamadeira de 220 ml de Nestogeno antes de dormir, pois a mamadas no peito não estão sustentando-a.
Vou deixar as fotos para o próximo post, pois estou na casa da minha mãe e sem foto nenhuma.
Ahhh, breve teremos novidades.
 
A Túnica da Ana