quarta-feira, 16 de novembro de 2011

O primeiro castigo

Pois é, Ana passou pela primeira experiência do castigo. Ela está muito pirracenta e malcriada. Mesmo ainda sendo um bebê, Ana entende tudo que falamos e sabe como agir quando é contrariada. Joga objetos no chão, me bate, bate as mãos na parede e, um dia desses, me mordeu. Quando ela começa a fazer pirraça, eu a olho de um jeitinho especial e ela para na hora. Outras vezes, não, taca objetos longe, se joga no chão. Nessas horas, saio de perto, ignoro o show. Hoje, ela ganhou um pequeno panetone da avó, queria que eu abrisse na hora do almoço e eu lhe disse que o panetone ficaria para o lanche, que não podia comer naquela hora. Ana jogou o panetone no chão, contorceu o corpo, chutou o panetone. Eu guardei o panetone e dei uma garrafinha de água nova pra ela se distrair, logo ela esqueceu do panetone. Então, começou a jogar água no sofá, eu disse pra ela que não podia fazer aquilo, ela parou, daqui a pouco estava de novo, o pai interferiu, ela, então, resolveu jogar a manta que cobre o sofá no chão. O pai conversou com ela e pediu pra que colocasse a manta no lugar, ela fez pirraça, bateu e tudo mais. Eu resolvi interferir, abri uma cadeira de praia e disse que ficaria ali de castigo. Coloquei-a na cadeira e a ignoramos, esperei um minuto e fui conversar com ela, ela estendeu a mãozinha pra fazer carinho no meu rosto (muito fofa). Não houve mais pirraças durante o dia.
Não sei se fiz o certo, algumas pessoas acham que ela é muito nova e não entende o que está acontecendo, mas eu tenho certeza que está. Conheço cada olhar, cada gesto da minha filha. Confesso que tem horas que dá vontade de dar uns tapinhas na mão dela, mas não faço e nem quero fazer. Quero educá-la com paciência, conversa e equilibrio.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Sobre a escola

Tenho várias novidades sobre a Ana, mas está dificil parar pra escrever aqui. Quando tento escrever, acontece algo que tenho que parar e deixar pra depois.
A minha grande preocupação agora é sobre colocar ou não Ana na escola, no inicio do ano letivo. Primeiro, a questão de ainda não ter desfraldado. Por mais que todas as mães digam que seus filhotes foram pra escola de fralda e que é super tranquilo, sinto-me insegura sobre isso. A outra questão é sobre o nascimento do Ian. Ela nascerá no início do ano letivo. Será muita coisa pra Ana de uma vez só: um novo bebê em casa, ela indo pra escola. Como vai ficar a cabecinha dela? Além disso, será complicado eu participar da adaptação. Tentarei colocá-la mais pra frente, talvez em março, ou abril, não sei. O problema é conseguir vaga. Ainda não fui na escola pretendida para conhecê-la. Apesar de ser professora, esse universo da educação infantil é totalmente novo. A minha única referência foi a minha experiência há trocentos anos atrás, quando entrei na escola. Então, preciso me inteirar, saber como funciona essa rotina.
Se alguém puder me ajudar com opiniões, experiências e afins sobre esse dilema, ajudará muito.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

E um furacão passou por aqui.

Semana passada foi brabo. Eu me senti mal, tive uma forte crise de ansiedade que nem os florais me acalmavam. Quando já estava melhor, Ana começou com febre. Me arrumei pra trabalhar, estava muuuito calor e ela estava quente demais. Eu, inocentemente, achei que o corpo quente dela era por causa do calor e nem liguei, deixei só de fralda e levei pra mnha mãe. Minha mãe pegou a menina e de cara percebeu que estava com febre. Como eu fui tão idiota de não perceber que minha filha estava com febre de 39º. Liguei para o trabalho e disse que não ia, corri para a emergência com a Ana. A pediatra passou Alivium e Dipirona quando viesse a febre. Caso não melhorasse, voltasse no dia seguinte pra fazer exames.
Dia seguinte, depois que cheguei do trabalho, Ana apresentou febre novamente. Voltei à emergência, preparada pra ficar até de madrugada no hospital, pois estava lotado e o resultado de exames demora. O médico que atendeu era carrancudo, criticou a prescrição da médica anterior, disse que não tinha necessidade de fazer exame de sangue, pois era muito recente, não ia dar nada. Examinou-a e constatou que, provavelmente são os nascimentos dos dentes molares. Mas vem cá...pediatra não acha que nascimento de dentes nada tem a ver com febres e diarreia? Pois é, esse é das antigas. Como ela estava melhor da febre, fiquei tranquila, mas não conformada. Ela tinha consulta na sexta com a pediatra. A pediatra examinou-a e achou que pode ser os dentes sim, pois a gengiva dela está muito inchada. Mas, passou exames de sangue, inclusive da dengue, além de urina. O resultado saiu hoje e já fui lá ver. Graças a Deus, tudo parece normal ( tem que mostrar a médica). A febre passou, mas Ana ficou resfriada e com um pouco de diarreia. Mas já está melhorando.
Eu nunca tinha visto a Ana daquele jeito, ela ficou, por esses dias, super estranha, manhosa, chorando à toa. Já me falaram que o nascimento dos dentes deixa exatamente assim. Eu desconhecia esses sintomas, pois a Ana nunca teve reação por causa dos dentes.
Além disso, Ana faz hoje 16 meses (1 ano e quatro meses) e, cada dia que passa, ela fica mais esperta. Todo dia me surpreendo com algo. Ela entende tudo que falamos com ela e tenta falar. Repete a última silaba das palavras que falamos. Ontem, ela falou vovó e mã (que sou eu) e agora, deu pra identificar os nenéns, sempre aponta e diz: 'ném". O que me preocupa é que cada vez mais que ficar constantemente com a chupeta na boca. Antes, era só pra dormir, mas agora quer ficar o dia todo. Vou ter trabalho...estou sabendo...hehehe
 
A Túnica da Ana