sábado, 11 de agosto de 2012

A história continua e minha preocupação também

Ian andou chorando muito a noite com cólicas. Até que na última quinta feira, ele acordou gritando, sentindo muita dor e eu não sabia o que fazer, liguei pra minha mãe, que também não sabia o que fazer. Mas mãe por perto sempre ajuda. Ele começou a ter febre e ficou muito tristinho, costuma acordar sorrindo, mas não deu um sorriso. Estava com 38 de febre. Deixei Ana na escola e levei-o na emergência. O médico pediu um exame de urina e foi aí que deu o diagnóstico: infecção urinária. Segundo o médico, a infecção pode levar a prisão de ventre e vice versa. Eu nunca ia imaginar que ele pudesse ter essa infecção. Sempre tive o máximo de cuidado para que a Ana não tivesse, pois meninas tem mais facilidade. E no entanto, Ian que acabou tendo. Fico com muita dó do meu pequeno, tão novinho já no antibiótico e com tantas dores. Marquei um gastro pediátrico para terça feira para saber o porque dessa constipação e sofrimento do meu pequeno.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Mudança

Agora, o blog do Ian e o da Ana são um só: "Memórias de dois filhos" . Vou pedir pra todos que acompanham esse blog e o da Ana que me deixem o endereço de e-mail pra eu enviar o convite, pois o blog será privado. A quem já acompanha o blog da Ana, vou tentar enviar o convite direto.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Ana, cheia de energia

Ana anda com um gás total. Por causa do irmão, quer chamar atenção o tempo todo. Chama por todos pra olharem alguma gracinha dela. Se tem uma visita em casa, ela chama a visita de 'tia' e aí, mostra algo engraçadinho que sabe fazer. Anda muito malcriada e desobediente, de tirar até o pai calmo do sério. Se é contrariada, lança o que tem na mão no chão, bate o que vê na frente, se joga no chão. Haja paciência da mamãe aqui. Hoje, eu estava amamentando o Ian e ela passava a mão nas perninhas dele e de vez em quando apertava, eu disse para que não fizesse isso, ela tem um tapa na cabeça do bebê. Ai, gente, que dó que eu fiquei dele. Briguei muito com ela, ela ficou de cabeça baixa e eu resolvi conversar. Ela então, deu-lhe um beijo na cabeça.
Ana entende bem o que falamos pra ela, mas é um bebezão, não tem muita noção do que faz. Não dá pra deixar os dois sozinhos em nenhum momento.
De madrugada, ela sai do seu quarto pra ir ao meu, dormir comigo. Teve noites que tive que dormir com os dois na cama e fazê-los dormir ao mesmo tempo. Loucura total.
Mas tenho que confessar também, que a cada dia ela está mais linda e esperta. Se falamos algo pra ela uma vez, ela aprende. E agora, deu pra fazer pose pra tirar foto. Qualquer dia desses, posto algumas poses da moça.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Ana e a chegada do irmão mais novo



Durante todo esse periodo de gestação, uma das minhas preocupações (e curiosidades) era como Ana ia receber o irmão mais novo. Preparamos ela pra esse momento, conversei muito com ela, dizendo que o irmão chegaria, que estava na minha barriga, mas que ela continuaria sendo a primeira filha, a filha mais velha e que amaríamos os dois da mesma forma. Eu tenho certeza que ela entendeu tudo. Ela sabia que o irmão estava na barriga, pois quando falávamos dele, ela apontava pra minha barriga e beijava. Mexia toda hora nas coisinhas dele. Quando pediamos pra ela mostrar o sapatinho do Ian, ela ia na cômoda, pegava o sapatinho e mostrava.
No dia seguinte ao nascimento, minha mãe a levou ao hospital pra conhecê-lo, ela entrou no quarto olhando-o curiosa, observando tudo. Ela ganhou a gatinha Marie, presente do irmão Ian. Na hora esqueceu o bebê e ficou entretida com a gatinha.
Ana está muito euforica com as mudanças na casa. Gosta de observar o Ian, toda hora faz carinho na cabeça, beija, abraça, sempre muito carinhosa com ele. Quando ele chora, ela avisa, aponta e fala "nénén". Porém, tem se mostrado muito agitada conosco, querendo chamar atenção o tempo todo. Se faz alguma brincadeira, nos chama pra prestar atenção.
Como o Ian é muito calminho, eu tenho conseguido dar atenção a ela, sento no sofá pra assistirmos dvd juntas, abraço-a, ponho-a pra dormir. Porém, o que ela tem reclamado muito é a falta de colo que não posso dar. Isso tem me cortado o coração.
Tudo que ela come, quer dividir com o irmão. Oferece água, chupeta, pão e o que mais tiver. Colocamos ele em seu colo, ela amou e depois não queria 'devolve-lo'...rs
Às vezes, quando levanto, ando um pouco agachada, por causa do incomodo na barriga. A danadinha deu pra me imitar. Se perguntamos, como é que mamãe anda? Ela sai andando com as pernas agachadas. Não tem como não morrer de rir.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

E chegou a hora da Ana ganhar um irmão

Pois é, chegou o momento: terça-feira, dia 24 de janeiro. Ela sabe que ele está chegando. Quando pedimos que beije o Ian, ela beija minha barriga e faz carinho. Se perguntam cadê o irmãozinho, ela aponta pra miha barriga, se eu estiver longe, ela passa a mão na própria barriga. Estou ansiosa pra ver o encontro dos dois.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Precisa-se de um clone

Alguém sabe o telefone do Dr. Albieri?
Não sei como vai ser a partir de fevereiro com duas crianças. Ana só quer dormir comigo, adormece passando a mão no meu rosto, me chama durante a noite. Essa semana, ela passou a dormir na caminha nova, adorou. Arrumei com uma colcha da Moranguinho, ela rapidamente subiu na cama e ficou toda feliz. Na hora de dormir, se cobriu sozinha, achei uma graça. Porém, de madrugada, aparece no meu quarto me chamando. Ou eu, a coloco de volta na cama e fico esperando ela dormir novamente, ou a coloco na minha cama pra que eu possa descançar também. Eu sei que não devo acostumá-la na minha cama, mas o cansaço fala mais alto.
Fico imaginando depois que o Ian nascer e eu tiver que amamentá-lo e Ana querer minha atenção pra dormir. Eu precisava ser duas. Ela não quer que o pai a coloque pra dormir, ao mesmo tempo, o pai não tem peito pra dar para o bebê. Um clone nessas horas ajudaria, não?!

sábado, 7 de janeiro de 2012

Ana com o papai

Nesses dias turbulentos pós acidente, Ana tem ficado muito com o pai. E ele tem tirado de letra: dado banho, trocado fralda, posto pra dormir, trocar fralda, dar almoço e janta, além de preparar mamadeira. Mas, acho que a função mais complicada para o papai tem sido se tornar brinquedo para a Ana. Ela adora andar no pescoço do pai, brincar de balancinho e cavalinho. Ontem, às dez da noite, ela estava com a pilha toda, queria brincar com o pai dentro da sua cabaninha. Ela chamava o pai e só sossegava quando ele aceitava ir para a cabana, ela entrava, sentava e esperava o pai entrar. O pai entrava e aí, começava a sessão de tortura: ela sentava nas costas dele, chutava o rosto, puxava o seu cabelo e morria de rir. Antonio já estava exausto. Até que eu resolvi pegá-la a força e colocá-la pra dormir, ela capotou feliz.
Tivemos que mudar a arrumação dos dvds e cds porque vários foram danificados pela Ana. Não aguentavamos mais catar cds pela casa.
Cada vez mais ela acrescenta uma palavra ao seu vocabulário e apronta cada coisa... . Hoje, dei uma saida rápida na casa do meu irmão para ele fazer massagem na minha costela, por causa da batida, deixei-a com o pai, assistindo uns videos no meu laptop. Quando voltei, senti Antonio meio preocupado e me disse: "Foi questão de segundos" e apontou para o meu laptop. Eu não acreditei no que vi, uma cena de terror: ela tinha tirado várias teclas do teclado. Ainda bem que Antonio conseguiu consertar tudo.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

O acidente

Sofremos um acidente essa semana, que graças a Deus, correu tudo bem. O post está aqui .

domingo, 1 de janeiro de 2012

1 ano e seis meses e outras

Hoje, no primeiro dia do ano, Ana faz 1 ano e seis meses e pra marcar essa fase, ela aprontou. De madrugada, acordei com ela entrando no meu quarto, me chamando. Levei um susto, pois ela dorme no berço. Como assim ela saiu do berço sozinha e foi até o quarto. Eu e Antonio ficamos sem entender como ela fez isso. Pela manhã, colocamos Ana no berço e ficamos observando, ela levantou uma das pernas por cima do berço, como se fosse pular a grade. Ficamos apavorados. A cama dela só chega daqui a uma semana. Antonio deu a ideia dessa semana ela dormir conosco na cama. Só que fico preocupada com isso.
Ana está muuuuito grudada comigo. Agora, aprendeu a me chamar, é o tempo todo mãe, mãe e me abraça toda hora e me enche de beijos,
agarra o meu pescoço e fica me chamando. Eu amoooo. Demorou mas chegou o momento dela me chamar de mãe. Quando acorda de manhã, quer ir para a nossa cama e dormir novamente agarrada comigo. Eu fico
pensando preocupada como será daqui a um mês, quando o Ian nascer. Eu não tenho ideia de como será. Tem solução? Não sei.
Acho que vou ter que abandonar o marido por uns tempos e dormir no quarto das crianças pra dar atenção aos dois. Que Deus me ajude.
Segue algumas fotinhas de hoje de manhã:

sábado, 31 de dezembro de 2011

Retrospectiva 2011

Foi ontem que escrevi a retrospectiva de 2010. Eita tempinho rápido...
Esse ano foi de muitas coisas boas. Ana completou um aninho, está se desenvolvendo muito bem, cada dia é uma emoção.
Consegui me mudar para perto do trabalho e dos meus pais, apesar de ter que ter deixado minha sogra distante, mas quem sabe em 2012 ela não venha morar perto de nós, cheia de saude.
E a maior das emoções: a gravidez do Ian. Meu filhotinho que eu nem sonhava em ter e cá está ele, prestes a nascer. Nunca ia imaginar que terminaria esse ano grávida.
Voltei a trabalhar, depois de uma longa licença. E ano que vem, novamente em casa, curtindo o papel de ser mãe em tempo integral. Que venha 2012, abençoado por Deus.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Ampliando o vocabulário

O vocabulário da Ana está aumentando. Não só o vocabulário, mas a comunicação via gestos também. Cada vez mais ela se faz entender e as pessoas ficam impressionadas como eu consigo entender o que ela fala. Mas é claro, convivo o dia inteiro, tenho que saber. Mas de todas as palavras que ela já incluiu no vocabulário, mais linda e emocionante é MÃE. É mãe pra lá, é mãe pra cá... Quando tem um sonho ruim, acorda chorando e chamando por mim. Quando está brincando e me perde de vista, me procura chamando 'mãããe". Amo isso. A grande paixão dela são os gatos. Acorda já chamando miau. Tem a capacidade de confundir um passarinho no desenho com um 'miau' e eu costumo brincar que o passarinho não deve gostar nada de ser confundido com um gato. A maior diversão da Ana é brincar com os gatos e cachorros, abraça, pega, aperta e morre de rir. Temos que ficar vigiando e lembrando o tempo todo que nos bichinhos só se faz carinho.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Uma cena no shopping


Hoje fui ao shopping e vi uma cena: Uma mulher com uma garotinha de um ano e alguns meses que usava uma mochilinha de leãozinho com um rabinho, quando a menininha tentava fugir, a mãe segurava o rabinho para ela não escapar, essa mãe estava grávida, com cara de cansada que estava prestes a parir. Pois é, essa mulher era eu e essa criança era a Ana. Algumas pessoas olhavam pra mim com cara de espanto, como se eu fosse um ET. Eu comprei esse leãozinho para reforçar a segurança da Ana, tenho pavor dela sumir no meio de uma multidão. Mas como o rabo do leão é para manter a criança por perto, acho que as pessoas comparam com uma coleira de cachorro. O fecho fica preso no peito da criança, em alguns momentos, Ana tentava fugir e esticava o rabo do leão, o fecho subia para o pescoço, algumas pessoas olhavam e comentavam: "Olha o pescoço da criança". Ai, parecia que eu estava maltratando ela ou fazendo algo demais. Mas não estava e não estou! Prefiro segurá-la com a mochilinha a perdê-la num shopping lotado. Falem o que quiserem. Percebo que quem fala não tem perfil que tem filhos me olham com ar de desaprovação, mas as pessoas com crianças pequenas olhavam para a Ana com aquela mochila e comentavam: "precisamos de uma dessa". Outras pessoas achavam graça. Quem é mãe de criança pequena sabe o que é sair com uma criança pequena e sabe a eficácia da mochilinha com rabinho. E quer saber, o que que tem se lembrar de um cachorrinho numa guia, eles são tão fofos e preciosos para seus donos como as crianças.Outro ponto desse post é sobre eu estar com uma barriga enorme com cara de que estou quase parindo e quando saio com a Ana as pessoas me olham espantadas ou com cara de que estão pensando: "louca, coitada". Segundo uma amiga que engravidou quando o seu pequeno estava com seis meses, depois que nasce é ainda pior, as pessoas fazem comentários infelizes pelo fato de você estar com dois bebês de quase a mesma idade. Mas nada disso me chateia, estou muito feliz com meus filhos.
Uma foto do leãozinho-mochila-cinto-guia

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Ida à pediatra

Ana tem consulta todo mês com a pediatra. Todas as crianças a partir de um ano passam a ir de dois em dois ou de três em três meses. Mas a pediatra da Ana acha importante continuar mensalmente. O problema é que a pediatra dela fica em outra cidade, são uns 60 km de viagem. Eu não vejo necessidade dela ir todo mês. Mês passado, ela não foi, desmarquei porque eu não estava me sentindo bem. A questão é que a pediatra da Ana é muito boa, dificil acertar de novo. Fiquei pensando como seria com o nascimento do Ian, ter que levar dois. Meu pai deu a ideia de no primeiro mês irmos de taxi, já que eu não poderei dirigir (haja grana). Nessa última consulta, Ana presenteou a médica com um kit de viagem e um buquê de flores. A médica aproveitou pra saber como eu faria com duas crianças e me indicou uma médica mais próxima, não é em Campo Grande, mas fica na Barra, mais perto que Niterói. Vou procurá-la e ver como será. Ana está ótima, engordou bem, está com 10,025g e cresceu 3 centimetros. Está comendo bem e se desenvolvendo . Aproveitei pra pedir o atestado pra natação. O problema agora é conseguir matriculá-la. Como vou acompanhá-la nas aulas, no final da gestação?
Mudando de assunto. Conversando com colegas do trabalho que tem filhos, resolvi comprar uma caminha pra Ana ao invés de colocá-la no berço desmontável.

domingo, 4 de dezembro de 2011

1 ano e cinco meses

Um dia desses, estava numa livraria e o atendente da loja, todo orgulhoso, puxou a foto da filha que acabou de fazer um aninho. Na foto, ela tinha 10 meses, mas ele disse que de 10 meses para um ano, ela não tinha mudado tanto. E eu falei pra ele que aguardasse que ia ver o salto a partir de agora. É impressionante como a criança muda de um ano completo para os meses seguintes. Todo dia Ana vem com uma novidade. Às vezes, subestimamos e quando vamos ver, pimba, ela vem com uma nova. É de assustar.As novas da Ana:
- Ela fala algumas palavras: bó (vó); bô (vô); pai; pão; li (Magali, a cachorra); miau (gato); au au (cachorro); cocó (galinha e tudo que voa); xixi; cocô; papá (comida); mãe (essa sou eu, mas é tão raro ouvir como a passagem do cometa Halley pela Terra). Existem outras palavras, mas não lembro no momento.
_ Aprendeu a subir e descer do sofá.
_Abre o trinco do portãozinho que dá acesso à piscina. Um dia desses, a peguei debruçada na beira da piscina. O pai já providenciou um cadeado.
-Imita tudo que fazemos, principalmente a mãe. Quer escovar os dentes comigo, quando tiro a maquiagem, ela pega um algodão e passa no rosto também; se estou me maquiando, ela quer o lápis pra passar e passa perto do olho e fecha os olhos (muuuito engraçado); entra no carrinho dela com a boneca e finge que está dirigindo (como faço com ela quando saimos);
pega bolsa ou sacola, põe no braço e dá tchau e se dirige à porta. Pega o desodorante do pai e põe embaixo do braço, só não entende porque com ela não sai nada (kkkk).
- Liga os aparelhos. Um dia desses, ligou todos os rádios do meu pai. E meu
pai disse que ela sabe ligar os rádios, mas avó até hoje não aprendeu.
- Ama gatos e cachorros, gosta de alisá-los, apertá-los e batê-los. Minha gata Dorinha, que mora com minha mãe, sofre com ela. Eu tenho que ficar de olho pra ela não maltratar os bichinhos. Um dia desses, se agarrou com minha cachorra e cairam as duas no chão, uma em cima da outra.
-Ama o quintal, ainda mais quando rola água da mangueira e cachorros soltos.
-Volta e meia, algum garotinho de 2, 3 anos cisma com ela na rua e quer fazer carinho, emprestar brinquedo e chegar bem perto dela. A reação da Ana é muito engraçada, ela põe as mãos pra trás e abaixa a cabeça, não permitindo que os meninos se aproximem.
- Os cabelos estão mais cheios e compridos (mais compridos que os meus) e cada vez mais difícieis de serem penteados, porque ela não deixa, prefere o estilo 'novos baianos'
-Ama bonecas, puxa-as pelos cabelos e vai arrastando. Dá mamadeira, dá banho e põe no carrinho e sai empurrando pela casa.
Está muito manhosa e chorona, como se prevesse qua algo de novo vai acontecer.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

O susto e a mão de Deus

Toda vez que Ana está dormindo, vou ao berço dela e oro, peço a Deus para protegê-la e guardá-la. E hoje, eu vi a mão de Deus agindo na vida dela. Fui ao shopping pagar uma conta, chamei minha mãe pra ir comigo e com a Ana. Ao invés de ir de carro, resolvi ir de taxi. Na confusão pra entrar no taxi, não lembro de ter fechado a porta (eu nunca fecho a porta). Coloquei a Ana no meu colo e sempre a deixo solta no meu colo. Mas dessa vez, resolvi passar meu braço pelo corpo dela, como se fosse um cinto de segurança. Com o outro braço, eu guardava algumas coisas na minha bolsa. De repente, minha mãe olha para o meu lado e diz: "Ué, a porta está aberta?" A porta do taxi abriu em movimento e Ana segurava a maçaneta da janela. Ou seja, se eu não estivesse segurando-a, ela cairia do carro. Só de pensar nessa possibilidade, me dá um misto de desespero e tristeza. Graças a Deus nada aconteceu.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

A hora do banho, uma hora tão feliz


O banho aqui tem sido uma diversão. Normalmente, tomamos banho juntas. Entramos no box, detalhe que Ana entra sozinha e me espera, enquanto vou pegando a toalha. Ela sempre leva um brinquedo com ela, às vezes, um bicho de pelúcia ou boneca de pano. Aí, prontamente, eu troco pelo cascão de borracha...hehehe
Enquanto eu tomo banho, ela fica brincando no box. Depois, começo lavando os cabelos (o que ela detesta) e depois passo para o restante do corpo. A parte mais legal pra mim é quando vou lavar os pés dela. Eu a peço pra me dar o pé e ela se apoia em mim e dá um pé, depois eu peço o outro e ela se equilibra e me dá o outro, uma graça. Enquanto toma banho, Ana dá banho no boneca, molha a parede com a mangueira, molha a mamãe e morre de rir. Eu me seco primeiro (tem que ser rápido, antes que ela apronte alguma, depois a seco e saio para arrumá-la.
A Ana se diverte tomando banho comigo e eu com ela.
Ps: Não reparem na foto de cara lavada, estou horrorosa.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Visita à escola e outras coisas

Quarta-feira, fui visitar uma das escolas que escolhi para matricular a Ana. A escola tem uma mega estrutura, com várias atividades para as crianças. Dá pra ficar empolgada com tanto 'luxo'. Conversei com a coordenadora pedagógica, apesar de não achar que fez tanta diferença, a não ser a parte da quantidade de alunos na classe. O que gostaria de saber é a qualidade das professoras e estagiárias. Parece absurdo o que estou considerando, mas isso realmente me preocupa. Não quero uma pos graduada em educação infantil, mas o local de formação delas me interessa muito. Bom, se Ana estudar lá mesmo, terei uma entrevista com as professoras, aí eu fico sabendo. Antonio quer conhecer a escola também. O preço é caro, mas acho que pela estrutura da escola está valendo. Tem uma outra, mais simples pra visitar, mas que tem ótimas referências. Quanto a colocá-la na escola, pretendia colocá-la em março, por causa do nascimento do Ian, mas, conversando com minha terapeuta, ela me aconselhou a esperar pelo menos uns seis meses após o nascimento dele, porque será um baque grande para a Ana. Ela já tem dado sinais de que vai perder o trono único, eu tenho conversado com ela, dizendo que o bebê vai chegar, mas que ela será sempre a primeira filha e neta e o amor do papai e da mamãe será o mesmo para ela e o bebê.
Ana está a cada dia mais independente e me surpreende. Acho que não vai fazer certas coisas e quando vou ver, já fez. Toda vez que ligo o microondas, ela fica de longe olhando, mas o aparelho fica no alto. Eu comentei com meu marido que daqui a algum tempo ela ia alcançar e mexer. No dia seguinte, ouvi o microondas funcionando, levei um susto. Ela apertou o botão ligar. Ela me observa em tudo que eu faço, principalmente no banheiro. Se estou tirando a maquiagem, ela quer imitar. Dou um pedacinho de algodão e ela fica passando no rosto, muito fofa.Se vou escovar os dentes, ela pede a escova dela pra escovar também. Mas o que a fascina mesmo é o vaso sanitário. Observa quando vou fazer xixi e pega o papel higiênico pra me secar. Um dia desses, eu peguei um pedacinho de papel e passei nela pra ela saber como funciona. Se ouve o barulho da descarga, fala 'xixi'. O interessante é que ela tem avisado quando faz cocô ou xixi. Quando faz cocô, passa a mão no bumbum e avisa que fez. Quando faz xixi, põe a mão na frente e diz que fez xixi. Um dia desses, a coloquei sentada no vaso, mas o vaso quase a engoliu...kkkk. Vou providenciar o assento especifico. A avó deu um penico, mas acho que o negócio dela é experimentar o vaso mesmo.
Ultimamente, está muito grudada no pai, só fala papai, procura o pai de manhã, se o pai vai ao banheiro, ela fica sentada na porta esperando ele sair. Um grude só. Falar mamãe???? Nem pensar.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

O primeiro castigo

Pois é, Ana passou pela primeira experiência do castigo. Ela está muito pirracenta e malcriada. Mesmo ainda sendo um bebê, Ana entende tudo que falamos e sabe como agir quando é contrariada. Joga objetos no chão, me bate, bate as mãos na parede e, um dia desses, me mordeu. Quando ela começa a fazer pirraça, eu a olho de um jeitinho especial e ela para na hora. Outras vezes, não, taca objetos longe, se joga no chão. Nessas horas, saio de perto, ignoro o show. Hoje, ela ganhou um pequeno panetone da avó, queria que eu abrisse na hora do almoço e eu lhe disse que o panetone ficaria para o lanche, que não podia comer naquela hora. Ana jogou o panetone no chão, contorceu o corpo, chutou o panetone. Eu guardei o panetone e dei uma garrafinha de água nova pra ela se distrair, logo ela esqueceu do panetone. Então, começou a jogar água no sofá, eu disse pra ela que não podia fazer aquilo, ela parou, daqui a pouco estava de novo, o pai interferiu, ela, então, resolveu jogar a manta que cobre o sofá no chão. O pai conversou com ela e pediu pra que colocasse a manta no lugar, ela fez pirraça, bateu e tudo mais. Eu resolvi interferir, abri uma cadeira de praia e disse que ficaria ali de castigo. Coloquei-a na cadeira e a ignoramos, esperei um minuto e fui conversar com ela, ela estendeu a mãozinha pra fazer carinho no meu rosto (muito fofa). Não houve mais pirraças durante o dia.
Não sei se fiz o certo, algumas pessoas acham que ela é muito nova e não entende o que está acontecendo, mas eu tenho certeza que está. Conheço cada olhar, cada gesto da minha filha. Confesso que tem horas que dá vontade de dar uns tapinhas na mão dela, mas não faço e nem quero fazer. Quero educá-la com paciência, conversa e equilibrio.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Sobre a escola

Tenho várias novidades sobre a Ana, mas está dificil parar pra escrever aqui. Quando tento escrever, acontece algo que tenho que parar e deixar pra depois.
A minha grande preocupação agora é sobre colocar ou não Ana na escola, no inicio do ano letivo. Primeiro, a questão de ainda não ter desfraldado. Por mais que todas as mães digam que seus filhotes foram pra escola de fralda e que é super tranquilo, sinto-me insegura sobre isso. A outra questão é sobre o nascimento do Ian. Ela nascerá no início do ano letivo. Será muita coisa pra Ana de uma vez só: um novo bebê em casa, ela indo pra escola. Como vai ficar a cabecinha dela? Além disso, será complicado eu participar da adaptação. Tentarei colocá-la mais pra frente, talvez em março, ou abril, não sei. O problema é conseguir vaga. Ainda não fui na escola pretendida para conhecê-la. Apesar de ser professora, esse universo da educação infantil é totalmente novo. A minha única referência foi a minha experiência há trocentos anos atrás, quando entrei na escola. Então, preciso me inteirar, saber como funciona essa rotina.
Se alguém puder me ajudar com opiniões, experiências e afins sobre esse dilema, ajudará muito.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

E um furacão passou por aqui.

Semana passada foi brabo. Eu me senti mal, tive uma forte crise de ansiedade que nem os florais me acalmavam. Quando já estava melhor, Ana começou com febre. Me arrumei pra trabalhar, estava muuuito calor e ela estava quente demais. Eu, inocentemente, achei que o corpo quente dela era por causa do calor e nem liguei, deixei só de fralda e levei pra mnha mãe. Minha mãe pegou a menina e de cara percebeu que estava com febre. Como eu fui tão idiota de não perceber que minha filha estava com febre de 39º. Liguei para o trabalho e disse que não ia, corri para a emergência com a Ana. A pediatra passou Alivium e Dipirona quando viesse a febre. Caso não melhorasse, voltasse no dia seguinte pra fazer exames.
Dia seguinte, depois que cheguei do trabalho, Ana apresentou febre novamente. Voltei à emergência, preparada pra ficar até de madrugada no hospital, pois estava lotado e o resultado de exames demora. O médico que atendeu era carrancudo, criticou a prescrição da médica anterior, disse que não tinha necessidade de fazer exame de sangue, pois era muito recente, não ia dar nada. Examinou-a e constatou que, provavelmente são os nascimentos dos dentes molares. Mas vem cá...pediatra não acha que nascimento de dentes nada tem a ver com febres e diarreia? Pois é, esse é das antigas. Como ela estava melhor da febre, fiquei tranquila, mas não conformada. Ela tinha consulta na sexta com a pediatra. A pediatra examinou-a e achou que pode ser os dentes sim, pois a gengiva dela está muito inchada. Mas, passou exames de sangue, inclusive da dengue, além de urina. O resultado saiu hoje e já fui lá ver. Graças a Deus, tudo parece normal ( tem que mostrar a médica). A febre passou, mas Ana ficou resfriada e com um pouco de diarreia. Mas já está melhorando.
Eu nunca tinha visto a Ana daquele jeito, ela ficou, por esses dias, super estranha, manhosa, chorando à toa. Já me falaram que o nascimento dos dentes deixa exatamente assim. Eu desconhecia esses sintomas, pois a Ana nunca teve reação por causa dos dentes.
Além disso, Ana faz hoje 16 meses (1 ano e quatro meses) e, cada dia que passa, ela fica mais esperta. Todo dia me surpreendo com algo. Ela entende tudo que falamos com ela e tenta falar. Repete a última silaba das palavras que falamos. Ontem, ela falou vovó e mã (que sou eu) e agora, deu pra identificar os nenéns, sempre aponta e diz: 'ném". O que me preocupa é que cada vez mais que ficar constantemente com a chupeta na boca. Antes, era só pra dormir, mas agora quer ficar o dia todo. Vou ter trabalho...estou sabendo...hehehe
 
A Túnica da Ana